A exploração de hidrocarbonetos em Moçambique conheceu um avanço crucial com a entrada na fase de execução dos contratos de concessão para a pesquisa e produção de gás natural, integrados no âmbito do sexto concurso. De acordo com informações avançadas pelo jornal Notícias, as companhias vencedoras já se encontram no terreno a avançar com o processo essencial de obtenção das licenças ambientais para dar início às actividades.
Esta etapa inicial é considerada indispensável pelo Instituto Nacional de Pétroleos (INP), o órgão regulador do sector. Uma vez concluída a fase de licenciamento ambiental, os operadores e consórcios — liderados pela Eni e pela China National Oil Corporation Hong Kong Holding (CNOOC), em parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) — estarão devidamente autorizados a avançar com o levantamento e a interpretação de dados sísmicos de detalhe.
O projecto, cujas áreas propostas para o 6º Concurso, prevê a concessão de 16 blocos estrategicamente localizados no mar. Os investimentos vão cobrir uma extensão aproximada de 92.000\text{ km}^2, abrangendo as bacias de Angoche, Rovuma, Save e Delta do Zambeze.
Espera-se a abertura de, no mínimo, quatro poços de pesquisa em águas profundas, além da realização de estudos geocientíficos profundos ao longo das regiões do Save e Angoche.
O período de pesquisa e prospecção poderá durar até oito anos. O sector de hidrocarbonetos assume-se cada vez mais como o principal motor de crescimento da economia moçambicana. Como exemplo de sucesso operacional e financeiro, o projecto Coral Sul, operado pela Eni, já gerou perto de 300 milhões de dólares em receitas para o Estado, contabilizando mais de 150 carregamentos de gás natural liquefeito (GNL) exportados até ao momento.
Imagem: DR

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