Shoprite diz estar em “alerta” sobre a sua continuidade no mercado moçambicano após protestos

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Shoprite diz estar em “alerta” sobre a sua continuidade no mercado moçambicano após protestos

Shoprite diz estar em “alerta” sobre a sua continuidade no mercado moçambicano após protestos

O grupo sul-africano de supermercados Shoprite está a reavaliar a sua presença em Moçambique, onde actualmente opera 26 lojas, no âmbito de um processo mais amplo de consolidação das suas actividades no continente africano.

A decisão surge após em Novembro passado, a companhia ter sido forçada a encerrar temporariamente algumas das suas lojas em Maputo e noutras zonas consideradas de alto risco, na sequência de protestos pós-eleitorais que resultaram em actos de vandalismo e saques, especialmente na capital.

Segundo com uma publicação da agência Reuters, que cita o CEO do grupo, Pieter Engelbrecht, a maior rede de supermercados da África do Sul, concluiu em grande parte a consolidação das suas operações em toda a África, “mas Moçambique está na lista de países que podem ser revistos”.

“O grupo consolidou as suas operações africanas nos últimos anos e continuamos a monitorizar de perto a situação em Moçambique. Estamos em alerta máximo em termos do que fazer”, declarou Pieter Engelbrecht.

Apesar desta sinalização, o grupo assegura que ainda não tomou uma decisão final relativamente à continuidade das suas operações em território moçambicano.

Na mesma publicação, o CEO referiu que o grupo expandiu-se amplamente em África, ultrapassando rivais como a Pick n Pay e a Massmart, tornando-se actualmente a retalhista alimentar líder do continente em cerca de 15 países.

Mas, nos últimos cinco anos, tem vindo a rever as suas opções a longo prazo em toda a África, uma vez que a volatilidade cambial, os preços mais baixos das matérias-primas, a inflação elevada, os direitos aduaneiros e as rendas baseadas no dólar afectaram os rendimentos das famílias e pesaram nos lucros.

“África tornou-se sinónimo de desvalorização monetária e inflação elevada. Algumas questões difíceis em matéria de política monetária e fiscal. Por isso, de momento, não vejo sinais positivos para entrar num novo (país)”, afirmou.

Em Agosto, anunciou planos para sair do Gana e do Maláui, após outras saídas da Nigéria, Quénia, República Democrática do Congo, Uganda e Madagáscar.

Actualmente, os negócios da Shoprite no resto de África são agora compostos por 268 lojas em sete países, todos membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

 

(Photo DR)

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