Com vários troços da Estrada Nacional Número Um (N1) condicionados pelas recentes cheias, o Governo e os operadores logísticos activaram soluções alternativas para assegurar a circulação de pessoas, combustíveis e bens essenciais entre o sul e o centro do país.
Os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) assumiram um papel central neste contexto, utilizando a rede ferroviária disponível para o transporte de passageiros e carga, reduzindo a dependência imediata da via rodoviária. Segundo o comunicado da empresa, a ferrovia tem permitido manter fluxos mínimos de circulação em corredores críticos, funcionando como uma alternativa logística segura em zonas onde a estrada se encontra interrompida ou severamente condicionada, contribuindo para a continuidade da actividade económica.
Em paralelo, o transporte marítimo a partir de Maputo e a utilização do Porto da Beira para o reabastecimento de combustíveis, nomeadamente para a província de Inhambane, têm complementado a resposta logística, garantindo a distribuição de bens essenciais.
A Administração Nacional de Estradas prossegue com intervenções de emergência nos pontos críticos da N1, à medida que o nível das águas começa a baixar, preparando a reposição gradual da transitabilidade.
Apesar do elevado custo das soluções de contingência, esta resposta evidencia a importância de uma logística nacional integrada, em que portos e caminhos-de-ferro desempenham um papel estratégico e complementar em situações de emergência, reforçando a resiliência económica do país perante eventos climáticos extremos.
Image: DR

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