Empresários ponderam paralisar actividades comerciais em Moçambique

Empresários ponderam paralisar actividades comerciais em Moçambique

Os empresários moçambicanos estão a ponderar paralisar as suas actividades económicas como forma de protestos contra a onda de raptos sobre a classe nos últimos anos em Moçambique.

A informação foi avançada pela Confederação das Associações Económicas – CTA à margem de uma reunião que discutiu, entre outros, os impactos dos crimes de raptos sobre a economia moçambicana.

“Não está nada decidido. Esta é uma das ideias apresentada pela maior parte das associações como solidariedade às vítimas. Por enquanto ainda são apenas sugestões”, disse Zuneid Calmias, porta-voz do encontro que reuniu associações empresariais, recentemente, em Maputo.

Naquela ocasião, ele disse que numa primeira fase a CTA vai privilegiar o diálogo, apesar de as associações pretenderem, de todas as maneiras, a paralisação das actividades.

O encontro serviu, igualmente, para a organização sindical arrolar as matérias de diálogo com o Governo em busca de soluções conjuntas para estancar os raptos e sequestros.

Mas por agora, “o que vemos é uma fraca resposta em relação a esta problemática, apesar de estar a deter algumas pessoas. Existe uma grande preocupação na resposta”.

Este ano, só no centro da cidade de Maputo, já foram reportados três raptos de empresários, sendo que o último ocorreu no domingo (11). A vítima é um homem de 65 anos de idade, proprietário da “Vossa Garrafeira” – um estabelecimento comercial especializado na venda de vinhos, na “Zona Militar/” mais aquartelada do país.

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