O Governo e a italiana Eni Rovuma Basin concluíram, hoje, em Maputo, o acordo para a exploração e produção de gás natural liquefeito, na Área 4, na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, denominado, Coral Norte FNLG.
O projecto, assinado em 2006 para prospecção, está avaliado em mais de 7,2 mil milhões de dólares americanos – a Decisão Final de Investimento (DFI). Prevê a produção de 3,5 milhões de toneladas de GNL por ano, e 4,300 barris de condensado por dia, durante cerca de 30 anos. O início da produção comercial está previsto para 2028.
Com esta capacidade, Moçambique passará a contribuir com cerca de sete milhões de toneladas de GNL anuais, tornando-se o 14º maior exportador mundial e o 4º maior em África.
Segundo o Presidente da República, Daniel Chapo, o país vai arrecadar cerca de 23 mil milhões de dólares em receitas fiscais e outros ganhos, criando capacidade para, através deles, financiar outros sectores, como a agricultura, a indústria, turismo, educação, saúde e programas sociais para o povo.
De acordo com Chapo, a revisão de contratos de gás começa a dar apresentar resultados com este projecto, tendo sido assegurados 25% da produção para o consumo interno, e a totalidade do condensado para a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos. Os serviços logísticos marítimos e navais estarão ao cargo da Empresa Moçambicana de Dragagens – EMODRAGA e Caminhos de Ferro de Moçambique – CFM Logistics, respectivamente, referiu.
“Estas negociações não foram fáceis, mas foram rápidas” reconheceu.

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