Custo de vida disparou em Março

Custo de vida disparou em Março

A subida do preço do transporte semi-colectivo urbano verificada em Fevereiro passado, em três Meticais, na zona Metropolitana do Grande Maputo, fez disparar ainda mais o elevado custo de vida em Moçambique.

Dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) indicam que, em Março último, o aumento generalizado de preços de bens e serviços (ou inflação) situou-se na ordem de 1,33% (contra 0,97% do mês anterior), com contribuição do aumento do preço do transporte semi-colectivo de passageiros (chapa).

Analisando a variação mensal por produto, o INE constatou o aumento do preço dos transportes semi-colectivos urbanos de passageiros (6,0%), do milho em grão (10,9%), da couve (9,6%), da alface (15,3%), do feijão nhemba (13,9%), do tomate (4,2%) e do feijão manteiga (2,9%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,83 pp positivos.

No entanto, a Autoridade estatística constatou que alguns produtos com destaque para o óleo alimentar (0,9%), o coco (1,5%), o material diverso para a manutenção e reparação da habitação (1,4%), o camarão fresco (6,0%), o limão (12,9%), as capulanas (0,4%) e as camisas para homem (2,2%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,11 pp negativos no total da variação mensal.

Por consequência da subida do preço do transporte de passageiros (e não só), a inflação acumulada em Março também disparou, tendo fechado o primeiro trimestre de 2023 na ordem de 3,32%, contra 1,96% registada em Fevereiro. Por consequência da maior subida verificada em Março, a inflação anual também aumentou consideravelmente para 10,82%, saindo de 10,30%, verificada em Fevereiro.

Analisando a variação mensal pelos oito centros de recolha, que serviram de referência para a variação de preços do país, a Autoridade Estatística Nacional notou que, em Março findo, todas as cidades tiveram uma variação positiva face ao mês de Fevereiro.

A Cidade de Quelimane destacou-se com um aumento de 3,20%, seguida das de Maxixe e Inhambane com 2,28%, das Cidades de Tete com 2,05%, de Maputo com 1,73%, de Xai-Xai com 0,33%, de Chimoio com 0,31%, de Nampula com 0,13% e, por fim, a Cidade da Beira com 0,06%. (Carta)

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