CIP diz que cortes nos salários dos dirigentes são “insignificantes”

CIP diz que cortes nos salários dos dirigentes são “insignificantes”

O Centro de Integridade Pública (CIP) considera “insignificantes” os cortes nos salários dos dirigentes do Estado, destinados à contenção da despesa com as remunerações.

As reduções dos ordenados dos deputados, ministros e outros titulares de órgãos públicos e de administração da justiça, no âmbito da Tabela Salarial Única (TSU) foram aprovadas por consenso e em definitivo, pela Assembleia da República, na terça-feira.

Entretanto, para o CIP, o corte nas remunerações de altos dirigentes do Estado é uma medida necessária para baixar a massa salarial do Estado, que neste momento é insustentável. “Todavia, os cortes propostos pelo Governo são insignificantes para atingir este objectivo”, refere economista Estrela Charles.

De acordo com a economista, a proposta de redução dos salários dos órgãos de soberania e altos dirigentes do Estado irá permitir uma redução na folha salarial de pouco mais de 1,4 mil milhões de meticais por ano, mas o Governo precisa de cortar, no mínimo, 12,3 mil milhões de meticais por ano.

Não obstante, o CIP considera que a estrutura governamental deve ser diminuída, eliminando algumas funções e instituições que tornam a massa salarial elevada, apontando ainda haver uma disparidade na redução de salários individuais dos diferentes titulares de órgãos do Estado.

“A má projecção das despesas do Governo, associada aos altos salários dos órgãos de soberania e dos membros de órgãos públicos, fez com que os salários estivessem a ser executados acima do orçado”, concluiu.

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