China apoia Moçambique no reforço da cibersegurança com formação avançada para quadros do INTIC

China apoia Moçambique no reforço da cibersegurança com formação avançada para quadros do INTIC

Numa altura em que Moçambique acelera o seu processo de transição digital, a segurança dos dados e a protecção das redes tornam-se prioridades estratégicas para o Estado. É neste contexto que dois quadros do Instituto Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) encontram-se a participar, desde o passado dia 9 até 22 de Junho, no Seminário sobre Gestão e Protecção da Segurança de Dados para os Países da Iniciativa Belt and Road.

A acção de capacitação, promovida pela Embaixada da República Popular da China em Moçambique, visa fortalecer a cooperação bilateral no desenvolvimento de recursos humanos qualificados.

A delegação do INTIC é composta pelo Dr. Edson Psico e pelo Dr. Afonso Zucula. Os dois especialistas integram um grupo moçambicano mais alargado, indicado pelo Ministério das Comunicações e Transformação Digital, que inclui também quadros do órgão central e da Autoridade de Tecnologia de Informação e Comunicação (ATDI).

O seminário é organizado pelo prestigiado CIFAL Shanghai International Training Center — uma instituição de referência em economia digital e informatização, co-fundada pelo Instituto das Nações Unidas para Formação e Investigação (UNITAR).

A formação foca-se em capacitar os técnicos em ferramentas de ponta para a governação electrónica e protecção de infra-estruturas críticas. O programa debate temas cruciais como a Segurança de Redes e Informação, Inteligência Artificial (IA), Big Data e Computação em Nuvem (Cloud Computing). Os participantes exploram ainda conceitos virados para o futuro das administrações públicas, incluindo as Cidades Inteligentes, Governo Electrónico, Realidade Virtual e o Metaverso.

Até ao momento, esta instituição já realizou 131 programas de formação no âmbito da cooperação China-Aid, beneficiando mais de 3.500 funcionários governamentais, académicos e técnicos de 138 países e regiões do mundo.

Para o INTIC, a participação neste evento não é apenas um acto formal, mas sim um passo crucial para alinhar o país com as melhores práticas internacionais. Ao dominar estas tecnologias de alta tecnologia, a instituição reforça a sua capacidade interna para desenhar políticas de cibersegurança mais robustas, garantindo que a transformação digital em Moçambique avance de forma segura e resiliente contra ameaças virtuais.

Imagem: DR

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