Cadeia de valor do caju gera em Moçambique 20 mil postos de trabalho

Cadeia de valor do caju gera em Moçambique 20 mil postos de trabalho

A cadeia de valor do caju gerou até ao momento mais de 20 mil postos de emprego ao nível nacional, segundo revelou Ilídio Bande, director-geral do Instituto Nacional de Amêndoas de Moçambique (INAM), na reunião de auscultação sobre a proposta da nova lei que teve lugar, esta terça-feira, na cidade de Chimoio, província de Manica.

O encontro juntou à mesma mesa os produtores, comerciantes, representantes dos governos distritais e outros intervenientes provenientes de vários pontos da província de Manica. Falando na reunião, Ilídio Bande indicou ainda que mais de 1,4 milhões de intervenientes estão neste momento envolvidos nesta cadeia ao nível nacional.

A auscultação, segundo a fonte, visa adoptar políticas de fomento da produção de caju, que privilegia a industrialização e garantia da segurança e de investimento do sector da amêndoa, pois, segundo explicou, a actual legislação sobre a matéria mostra-se desajustada em virtude da dinâmica dos mercados nacionais e internacionais.

Segundo Bande, o sector que dirige contribui com 20% das exportações agrárias do país, daí a necessidade e pertinência da revisão da legislação actual, de modo a adequá-la à realidade actual, sobretudo no que tange à produção, comercialização e exportação.

Com efeito, o director-geral do INAM aproveitou a ocasião para pedir a todos os intervenientes para uma abordagem da proposta, com o objectivo de enriquecê-la e para que represente, fielmente, os interesses nacionais neste sector.

“Nós estamos com uma nova dinâmica dentro e fora do país, em que a actual lei que foi aprovada em 1999 já se mostra desajustada, pois a dinâmica do mercado da cultura de caju é grande, tanto a nível nacional como internacional. Vamos colher as opiniões aqui e temos de continuar com o processo. Certamente que contribuições de Manica serão valiosas para os objectivos propostos” – disse Bande.

No encontro participaram representantes do INAM, do sector da Agricultura, administradores e chefes dos Serviços Distritais das Actividades Económicas de Báruè, Vandúzi, Gondola, Machaze e Sussundenga, bem como produtores e comerciantes da castanha de caju. Depois da auscultação levada a cabo, na província de Manica, o Instituto Nacional de Amêndoas de Moçambique vai orientar encontros similares nas províncias de Sofala, Cabo Delegado, Nampula, Zambézia, Inhambane, Gaza e Maputo-província.

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