Cabo Delgado: Especialistas pedem integração económica dos deslocados

Cabo Delgado: Especialistas pedem integração económica dos deslocados

Especialistas moçambicanos defendem a integração económica das famílias vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado.

Segundo o reitor da Universidade Joaquim Chissano, Jamisse Taimo, o actual modelo de assistência às vítimas da violência armada em Cabo Delgado não resolve o problema dos deslocados, mas, pelo contrário, perpectua a situação de pedintes, porque muitos deles perderam tudo o que tinham na vida.

Citado pela VOA, Taimo entende que só projectos mais claros e concretos podem resolver a situação de milhares afectados pelo terrorismo em Cabo Delgado.

“Eu acho que é momento de nos mobilizarmos como sociedade para procurarmos estabelecer um programa permanente de assistência que possa garantir que depois de as pessoas saírem da situação de emergência não continuem pedintes”, frisou o reitor.

Enquanto isso, o pesquisador e analista político, João Feijó, defende serem necessárias medidas, sobretudo no domínio socioeconómico, para colocar as pessoas a produzirem e integrá-las economicamente, ‘’porque não é sustentável estar a alimentar indefinidamente, milhares de pessoas’’.

De acordo com a mesma publicação, o empresário Assif Ossumane realça também a necessidade de a sociedade se mobilizar para prestar assistência às vítimas da violência em Cabo Delgado “porque temos famílias desmembradas e pessoas que perderam tudo o que tinham acumulado na vida, por causa desta guerra”.

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