Banco Mundial vai avaliar reconstrução pós-ciclone

Banco Mundial vai avaliar reconstrução pós-ciclone

O Banco Mundial vai avaliar, de três em três meses, o processo de reconstrução pós-ciclone tropical Idai na Beira, cujas obras estão previstas para o arrancar neste mês de Maio.

A decisão foi anunciada recentemente nesta urbe pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, que se fazia acompanhar pela directora daquela instituição bancária em Moçambique, Madagáscar, Comores, Maurícias e Seychelles, Idah Pswarayl-Riddihough.

Para o efeito, exigiu à nova direcção executiva do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone, sediado precisamente na Beira, para num curto espaço de tempo, apresentar resultados tangíveis. Falando num encontro com o sector privado, Machatine reconheceu que o Governo está ciente das dificuldades do sector empresarial atravessa e que se agudizam com o Idai.

Por isso, recordou que após a tempestade houve da parte do Governo e parceiros um enorme esforço na avaliação do impacto dos estragos socioeconómicos, tendo sido orientadas intervenções de recuperação a longo prazo.

Assim, foram definidas prioridades e disponibilizada uma linha de financiamento de 15 milhões de dólares para crédito e cinco milhões para doação através igualmente do Banco Mundial embora ainda insuficiente.

“Olhando para as contribuições do sector privado é inquestionável que as pequenas e médias empresas empregam mais. Tudo está mapeado e identificado porque depois de dois anos páramos e escutamos todos” – lembrou.

Sublinhou que nos aspectos internos houve avanços na restruturação do Gabinete de Reconstrução, que pode rapidamente restituir a expectativa de todos.

Ainda assim, o governante reconheceu taxativamente que “nada está a acontecer e queremos reverter este cenário”.

Para tal, apresentou o novo dirigente daquele sector com uma missão clara de fazer diferença e recuperar o tempo.

Machatine anoutou, entretanto, que os parceiros também têm responsabilidades. A propósito, fez questão de recordar que o Banco Mundial já disponibilizou cerca de 200 milhões de dólares norte-americanos para a reconstrução pós-ciclones, dai a presença da sua direcção no encontro para estar a par dos problemas do sector privado.

Num outro pronunciamento, o ministro observou que muitos membros deste sector não sabiam das reais dificuldades, razão pela qual foi igualmente vista a necessidade de haver melhorias na comunicação. “A comunicação é muito importante e reiteramos a questão no período de carência. É verdade que os bancos são soberanos, mas podemos fazer alguma pressão, pois não podem aproveitar a emergência para facturar”, alertou.

Sobre as taxas, carência e hipotecas prometeu levar o assunto a instituições bancárias para, com ajuda de especialistas do Governo, aferir dados concretos. Em relação ao novo director do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone, Luis Manjate, Machatine disse tratar-se de um engenheiro de construção que já esteve no sector privado e coordenou projectos de cooperação dos países que, por coincidência, fazem parte da ajuda daquele sector.

Acrescentou que também trabalhou no projecto Millennium Challenge Acount Mozambique, em Nampula, avaliado em mais de 500 milhões de dólares norte-americanos, na Barragem de Massingir, em Gaza, e coordenou o projecto Wasis do Banco Mundial, semelhante àquele que decorre na Beira e Dondo no abastecimento de água potável. Por isso, o ministro Machatine, mostrou-se esperançado, afirmando que ele está à altura de reanimar o Gabinete de Reconstrução produzindo resultados.

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