Banco Mundial junta-se ao grupo de compra de vacinas para África

Banco Mundial junta-se ao grupo de compra de vacinas para África

O Banco Mundial juntou-se ao Grupo de Trabalho para a Aquisição de Vacinas em África (AVATT), acelerando o processo de vacinação de 60% da população africana, um valor “fundamental” para salvar vida e relançar a economia.

“A decisão do Banco Mundial de juntar-se ao AVATT, no seguimento do anúncio dos Estados Unidos sobre a partilha de doses de vacinas, significa que os países podem ficar seguros de que conseguem aceder e financiar as vacinas de que precisam”, disse o Enviado Especial da União Africana e coordenador do AVATT, Strive Masiyiwa, citado na nota enviada à Lusa pela Comissão Económica para África das Nações Unidas (UNECA).

De acordo com o AVATT, os estados membros da União Africana recebem vacinas de acordo com o tamanho das suas populações para comprarem através de um mecanismo partilhado, que complementa a oferta disponibilizada pela COVAC, que foi criada para garantir a vacinação de 30% da população de todos os países participantes, nomeadamente os africanos.

No final de Março, a União Africana tinha anunciado que ia comprar até 400 milhões de vacinas contra o covid-19 à farmacêutica Johnson & Johnson, alcançando metade do objectivo de vacinar 750 milhões de pessoas, segundo o Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank).

“Todos os países membros da União Africana vão ter acesso a 200 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson contra o covid-19, com o potencial de poderem encomendar mais 180 milhões de doses adicionais, através de um acordo assinado a 28 de Março através do Fundo Africano de Aquisição de Vacinas”, lê-se numa nota então divulgada.

A transação foi possível através do fundo de 2 mil milhões de dólares aprovado pelo Afreximbank, que agiu como intermediário financeiro em toda a operação, diz o banco, agradecendo “o apoio da Comissão Económica das Nações Unidas para África e do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para as Crianças [UNICEF]”.

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