A morte da juventude Renamista: Adeus Venâncio, até às rugas e cabelos de 60!

A morte da juventude Renamista: Adeus Venâncio, até às rugas e cabelos de 60!

O Conselho Nacional da Renamo, realizado no domingo passado e que se estendeu até à madrugada de segunda-feira, para nada mais serviu, senão, aniquilar a juventude da Renamo.

A maior expectativa do povo moçambicano era a de ver se naquela reunião o partido legitimaria os cortes às aspirações do novo sangue azul. E foi isto mesmo que se viu: o Conselho Nacional aprovou os requisitos que estabelecem o perfil dos possíveis candidatos à Presidente do Partido.

Nas novas regras, está plasmado que o candidato à presidência da Renamo deve ser moçambicano, ter, obrigatoriamente, o mínimo de 15 anos ininterruptos de militância no partido e ter ocupado cargos internos de relevância: Secretário-Geral, Membro do Conselho Nacional e Chefe Nacional de Departamento.

Ora, estas linhas, aqui resumidas, castram o desejo de um candidato jovem, sobejamente conhecido, projectar-se à tamanha responsabilidade entre os anciãos/anciões e donos da Renamo. Trata-se de Venâncio Mondlane, de 50 anos de idade, que milita no partido desde 2018, ou seja, há seis anos. O requisito “15 anos ininterruptos de militância na Renamo”, é, por si só, retumbante, sufocante e esmagador, e afunda todas as pretensões do jovem V. Mondlane em ascender à Presidência do partido.

Os outros requisitos foram, igualmente e minuciosamente, elaborados por forma a que V. Mondlane não os cumprisse e gorasse, pessoalmente, as suas expectativas.

É caso para pensar, sinceramente, que este foi um golpe mortal à juventude Renamista, que se viu liderada por V. Mondlane, em dias de chuvas de raios solares, à busca da verdade das urnas. Ironicamente, Venâncio Mondlane, que é pastor religioso, mas se acredita ser o “Judas” de Ossufo Momade (Jesus?), está hibernado em uma urna eleitoral, na Renamo, até às VIII eleições presidências do país, em 2034. Haja esperança e fé!

E Manuel de Araújo, de 53 anos, que admitiu concorrer à presidência da Renamo, também parece ter sido abrangido pela artimanha. Deu muito gás, no ano passado, com marchas e contactos internacionais. Conseguiu contornar a morte nas urnas autárquicas, mas ficou com algumas sequelas…

Ele filiou-se à Renamo há vários anos, mas não completou “15 anos ininterruptos”. Os seus primeiros cinco anos no partido, entre 2004 e 2009, com o novo requisito de tempo para ascender à presidência, ficam anulados, pois, quando a Renamo experimentou um crise interna naquela época, ele debandou-se para no novo filho político da Renamo, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Por lá ficou cerca de cinco anos. Retornou à Renamo, mas de lá até então ainda não completou os 15 anos, mas cumpre um outro requisito, é Membro do Conselho Nacional. Assim, D’Araújo, até à próxima época!

(Emmanuel Mocinha)

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