Zambézia investe perto de 50 milhões na criação de empresa de carpintaria para reduzir défice de carteiras

Zambézia investe perto de 50 milhões na criação de empresa de carpintaria para reduzir défice de carteiras

O Conselho Executivo Provincial da Zambézia investiu perto de 50 milhões de meticais na criação da Empresa Provincial de Carpintaria da Educação, para reduzir o défice de carteiras escolares e melhorar as condições de aprendizagem na província.

Segundo informa a Rádio Moçambique, com a implementação do projecto, prevê-se a produção de mais de 79 mil carteiras escolares nos próximos cinco anos.

O director provincial das Finanças na Zambézia, Leo Saíde, que avançou a informação, descreveu um quadro preocupante no sector da educação, marcado pela escassez de mobiliário escolar e turmas superlotadas.

“Por exemplo, no distrito de Nicoadala, uma carteira está para 71 alunos, no distrito de Derre, em Molumbo, uma carteira está para 26 alunos e temos o rácio aluno por turma ao nível da nossa província, que está acima da média nacional”, disse citado pela RM.

“Este rácio, a média nacional são 40 e nós estamos com 69 alunos por turma. Ao nível da nossa província temos 62.067 carteiras em bom estado, estamos com 16.841 carteiras no estado regular e 17.398 carteiras em mau estado”.

A fonte salientou que a entrada em funcionamento da empresa deverá igualmente impulsionar a criação de emprego já no primeiro ano de actividade.

“Em relação aos recursos humanos, com a criação desta empresa teremos aqui uma evolução, a criação no primeiro ano de 46 postos de emprego, uma folha salarial anual de cerca de 10 milhões de meticais”.

Na ocasião, o governador da Zambézia, Pio Matos, defendeu uma actuação mais determinada dos membros da Assembleia Provincial na busca de soluções concretas para os problemas que afectam a população.

“Não podemos fugir daquilo que é uma realidade, se nós representamos a população e se este é um problema, só nós podemos resolver este problema, não podemos estar a questionar parece que o documento não entrou, mas o problema entrou, o problema está connosco, o problema está na Zambézia”.

A criação da empresa provincial é vista como uma resposta estrutural a um dos principais constrangimentos do sector educativo na Zambezia, e não só, com potencial para melhorar o ambiente escolar e reforçar a qualidade do ensino.

Imagem DR

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