Dois indivíduos indiciados no crime de falsas qualidades acabam de ser detidos pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), no distrito de Gurué, província da Zambézia, centro de Moçambique.
Segundo a informação avançada na última sexta-feira (09), pelo chefe do Departamento de Comunicação e Relações Públicas do SERNIC na Zambézia, Maximino Amílcar, um dos detidos é agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), afecto à província de Nampula.
“Em conluio com um comparsa, igualmente residente em Nampula, o agente teria assumido falsamente a qualidade de advogado para ter acesso a um recluso detido por falsificação de moeda, na penitenciária distrital de Gurué”, refere Maximino Amílcar, citado pelo jornal Notícias.
De acordo com a fonte, o objectivo seria retirar o preso da cadeia mediante o pagamento de uma suposta caução no valor de 300 mil meticais. No entanto, desconfiadas da legitimidade dos alegados advogados, as autoridades penitenciárias alertaram o SERNIC, que interveio e confirmou que os dois indivíduos não possuíam qualquer habilitação legal para o exercício da advocacia, culminando na sua detenção.
O agente da PRM confessou os factos, mas alegou que a sua intenção não era representar judicialmente o recluso, mas apenas inteirar-se do processo, por considerar que o período de prisão preventiva já teria expirado. Por sua vez, o comparsa nega as acusações e afirma que se limitou a acompanhar o amigo numa visita ao estabelecimento prisional.
(Foto DR)


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