Vendas de carros elétricos atinge 10% da cota do mercado na Europa

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Vendas de carros elétricos atinge 10% da cota do mercado na Europa

A venda de carros elétricos tende a subir na Europa. Os dados da Comissão Económica da ONU para a Europa, Unece, revelam ainda que as vendas de carros eléctricos no continente europeu já representam 10% da fatia de mercado. Mas previsões da Agência Internacional de Energia apontam que esta percentagem poderá subir para 19% até 2025.

Sabe-se que durante a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP26, 24 países entres eles Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia, e várias fabricantes de carros como Ford, Mercedes e Volvo firmaram um acordo para acabar com a venda de veículos movidos a combustíveis fósseis até 2040.

Apesar de tudo, a Unece aponta que os consumidores ainda têm muitas dúvidas sobre a performance das baterias dos carros elétricos ao longo do tempo e se o investimento vale mesmo a pena.

Mas a Comissão acredita que isso poderá mudar graças a uma proposta de regulamentação para garantir uma duração mínima das baterias dos carros elétricos e híbridos.

Regulamentar a questão da degradação das baterias é a primeira iniciativa internacional do tipo, que já recebeu o apoio de nações como Canadá, China, Japão, Reino Unido, Estados Unidos e do bloco regional União Europeia.

A proposta prevê que as fabricantes garantam que as baterias dos veículos elétricos percam apenas 20% da sua capacidade inicial nos primeiros cinco anos ou quando o carro completar 100 mil km.

A médio prazo, a ideia é de que as baterias percam menos de 30% da capacidade em oito anos ou com 160 mil km rodados.

A Unece explica que a medida ajudará a evitar a utilização de baterias de baixa qualidade, garantindo apenas a instalação daquelas com alta durabilidade.

Segundo a Comissão da ONU, a medida é crucial para aumentar a confiança do consumidor e melhorar a performance dos veículos elétricos.

A proposta será votada em março de 2022 e os países que endossarem a iniciativa deverão incluir a medida nas legislações nacionais e definir um prazo para a mudança acontecer, mas a Unece acredita que os primeiros resultados poderão ser vistos já em 2023.

Fonte ONU News

 

 

 

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