Mulheres grávidas nas vésperas do porto são obrigadas a comprar material cirúrgico para o pessoal de saúde e medicamentos para assegurar assistência durante o processo, no Hospital Geral José Macamo, na cidade de Maputo, a capital moçambicana.
Conforme avança o jornal Domingo, trata-se de insumos hospitalares como luvas, o mínimo de dez pares, ou uma caixa, e medicamentos como diclofenac e metoclopramida – para a prevenção de vómitos – e paracetamol injectável.
Uma paciente submetida à cesariana foi obrigada a comprar gaze, necessário para a operação, e comprimidos para aliviar as dores pós-parto. Disse ter sido advertida da possibilidade de a operação não ser segura pela falta do material.
Outra paciente revelou que comprou as luvas, mas não foram utilizadas. “Levaram”.
“Não temos luvas e alguns antibióticos, por isso pedimos que comprem, pois o que chega não é suficiente. Por exemplo, ontem recebemos 1.500 pares de luvas e essa quantidade serve apenas para três dias. Esta é a nossa guerra diária. Não temos alternativa, senão pedir que comparticipem”, reconhece Luís Teófilo Walle, Director clínico do Hospital Geral José Macamo.
Além disso, regista-se a falta de água, o que tem condicionado a higiene e limpeza das enfermarias. Os compartimentos da unidade sanitária andam imundos, com sangue no assoalho e pensos espalhados por todos os lados.

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