A Procuradora-Geral da República (PGR) apreendeu, esta tarde, no âmbito da execução de um mandado de busca e apreensão, avultadas soma de dinheiro na residência de um cidadão moçambicano na capital do País.
Trata-se de um caso em que dois indivíduos são indiciados pela prática dos crimes de branqueamento de capitais, fraude fiscal e associação criminosa.
Das diligências realizadas por uma equipa constituída pela PGR e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), foi possível a apreensão de avultadas somas de valores em meticais, cujo montante ainda está a ser apurado.
Segundo as investigações, as autoridades apuraram que os indivíduos constituíram empresas de fachada, recolhiam dinheiro em numerário e armazenavam na referida residência, onde os valores apreendidos estavam escondidos em diversos compartimentos e fundos falsos.
Em reação, o advogado da empresa, Augusto Lopes, afirmou que a entidade foi surpreendida pela operação e que, até ao momento, não dispõe de informações detalhadas sobre os motivos da diligência. Segundo o advogado, “a empresa não sabe exactamente o que as autoridades estão a procurar e aguarda um pronunciamento oficial da PGR”.
Contudo, as diligências continuam com vista ao esclarecimento dos factos.
Esta acção acontece dias depois da primeira-ministra, Benvinda Levi, ter desafiado ao novo director-geral do SERNIC, Ilídio José Miguel, a tornar a instituição mais robusta no combate ao crime organizado transnacional em Moçambique.
Falando durante a cerimónia de tomada de posse, a governante alistou os raptos, tráfico de drogas e de seres humanos, terrorismo e seu financiamento, branqueamento de capitais, e outra tipologia de crimes como males que os moçambicanos querem ver expurgados em todo o território nacional.
“É nossa expectativa e, certamente, da sociedade em geral que a vossa actuação se centre na prevenção e no combate enérgico à criminalidade organizada e transnacional”, disse Levi.
(Foto DR)

Deixe uma resposta