UE disponibiliza 23 milhões de euros para combate à crise alimentar em Moçambique

A União Europeia (UE) vai disponibilizar 23 milhões de euros (cerca de 1 430 668 385 meticais) para apoiar o combate à crise alimentar em Moçambique. Desse valor, oito milhões são destinados a crises emergenciais.  

O objectivo é ajudar a “mitigar a crescente insegurança alimentar”, face a “condições climáticas e macroeconómicas incertas”, refere uma nota da delegação europeia em Moçambique.

Este apoio irá ajudar os países parceiros e as pessoas vulneráveis a enfrentar as consequências originadas pela guerra russo-ucraniana.

O valor desembolsado para Mocambique fazem parte de um pacote de 600 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento que o bloco europeu aprovou para financiar a ajuda alimentar humanitária imediata, produção de alimentos e resiliência dos sistemas alimentares nos países mais vulneráveis da África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP).

A Comissária para as Parcerias Internacionais Jutta Urpilainen disse que a resposta rápida e abrangente da União Europeia à actual insegurança alimentar em vários países parceiros vulneráveis da região de África, Caraíbas e Pacífico “demonstra a nossa forte solidariedade para com os nossos parceiros, em particular em África”.

O comissário para a Gestão de Crises Janez Lenarcic frisou que “a ajuda humanitária não pode substituir os esforços necessários para aumentar a resiliência das populações mais vulneráveis”, ou seja, “soluções sustentáveis orientadas para o desenvolvimento para acabar com a fome são fundamentais”.

Dados do Relatório Global sobre Crises Alimentares estima que cerca de 205,1 milhões de pessoas enfrentam actualmente níveis elevados de insegurança alimentar aguda em 45 países abrangidos pelo Relatório de 2022.

“Como parte da Resposta da Equipa Europa à Insegurança Alimentar Global, o financiamento irá focar-se onde as necessidades humanitárias são mais elevadas e onde foram identificados programas para aumentar de forma sustentável a segurança alimentar e a resiliência. Para a região da África Austral, o financiamento será o seguinte: 10 milhões de euros para Madagáscar, 15 milhões de euros para o Maláui, 15 milhões de euros para Moçambique e 20 milhões de euros para a Zâmbia. Para ajuda alimentar de emergência, são 4 milhões de euros para Madagáscar, 8 milhões de euros para Moçambique, 4 milhões de euros para o Zimbabué, e 500 mil euros para toda a região”, lê-se.

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