O Governo ruandês garante estar aberto para expandir as operações de combate a grupos rebeldes em Cabo Delgado, num momento em que as forças da missão da SADC se preparam para abandonar o terreno.
“Da mesma forma que aceitamos ir a Ancuabe, que é um outro distrito, quando nos foi feita a solicitação, acredito que se este pedido [de expandir as operações] for feito à nossa administração, podemos considerar”, declarou Ronald Riwanga, porta-voz do Ministério da Defesa do Ruanda, citado pela Televisão de Moçambique.
Em causa está a saída, a partir deste mês, da missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) em Moçambique, uma força que, como o Ruanda, tem apoiado as operações e combate contra os grupos rebeldes em Cabo Delgado.
Além do Ancuabe agora, as forças ruandesas operam sobretudo em Mocímboa da Praia e Palma, mas a atenção das forças moçambicanas agora está nas margens do rio Messalo, entre Muidumbe e Macomia, mais a norte da província.
“O mais importante é trabalharmos em conjunto com as forças moçambicanas para a pacificação da província de Cabo Delgado”, frisou Ronald Riwanga.
Com o Ruanda, que chegou em Julho de 2021, e a SADC, que chegou à província em Agosto do mesmo ano, a ofensiva militar de Maputo possibilitou um clima de maior segurança na região que não era sentido há anos, recuperando localidades que estavam controladas pelos rebeldes, como a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde 2020.


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