O filme “O Ancoradouro do Tempo”, realizado por cineasta moçambicano, Sol de Carvalho, estreou no dia 26 de Junho, em salas de cinema de várias cidades portuguesas.
A longa-metragem é uma adaptação do romance “A Varanda do Frangipani”, da autoria do escritor Mia Couto, e integra as comemorações dos 50 anos da independência de Moçambique.
Uma nota de imprensa indica que, as sessões de exibição decorreram em sete cidades, com destaque para os debates promovidos com o realizador e convidados.
Segundo Sol de Carvalho, “os debates foram riquíssimos, mas constatei uma grande falta de informação sobre a realidade moçambicana e o dia a dia das pessoas”, diz na nota.
A mesma nota adianta que o cineasta sublinhou a importância de promover mais conhecimento e representação da actualidade moçambicana.
A digressão pelas cidades portuguesas terminou em Tomar, num encontro marcado pela forte participação do público e pelo interesse demonstrado nas questões sociais, culturais e políticas de Moçambique.
A estreia oficial de “O Ancoradouro do Tempo” em Moçambique está prevista para muito em breve, com planos para levar o filme a diferentes regiões do país.
O realizador explicou o porquê de a estreia ter sido primeiro em Portugal. “No contexto das comemorações dos 50 anos da independência e por obrigações contratuais, o filme foi lançado primeiro em Portugal, mas a estreia no país está para muito breve”, reiterou.
Rodado na histórica Fortaleza de São Sebastião, na Ilha de Moçambique, o filme acompanha Izidine (interpretado por Tomás Bié), um jovem inspector da polícia encarregado de investigar o assassinato de Vasto Excelêncio, director de um asilo situado numa antiga fortaleza colonial.
Combinando realismo mágico, crítica social e introspecção histórica, a obra propõe uma leitura profunda da memória colectiva e da identidade moçambicana.
A direcção do filme é de Sol de Carvalho e o roteiro de Mia Couto e Sol de Carvalho.
O elenco do filme é composto por Maria Adamugy, Tomas Bie, Horácio Guiamba, Mário Mabjaia, Josefina Massango.
A produção é da Real Ficção, co-produção é da Promarte (Moçambique), Autentika Films (Alemanha), Gamboa & Gamboa (Angola) e Caméléon Production (Maurícias).


Deixe uma resposta