Société Générale lança soluções de financiamento ao comércio internacional

Société Générale lança soluções de financiamento ao comércio internacional

O Banco Société Générale realizou, há dias um business breakfast sobre o tema financiamento ao comercio internacional, operações cambiais e commodities.

No evento que juntou diversos actores da economia, entre empresas produtoras, transformadoras, exportadoras e importadoras de commodities e de serviços, constatou-se que as mudanças climáticas, as sequelas da Covid-19, as guerras e a inflação, constituem actualmente os maiores desafios da economia global, sendo os países mais pobres, sobretudo os africanos, os que mais ressentem dos choques no comércio internacional.
De acordo com o Administrador Delegado da Société Générale, Ridha Tekaïa, Moçambique tem potencial para triunfar na arena do Comércio Global, pois tem uma mais-valia nos recursos naturais, nos canais marítimos e terrestres comparativamente a outras nações ao nível da região.

“Moçambique cresceu bastante em relação à exportação, e está no 115 lugar no ranking das exportações mundiais. Reparamos que, no que diz respeito a balança comercial, Moçambique e Madagáscar tem muitas similaridades, entretanto Moçambique triplica o que Madagáscar tem de recursos minerais, mas Madagáscar no que lhe concerne, faz mais em relação às exportações. Portanto, é importante vermos o que podemos fazer por um país que tem um potencial como Moçambique”, sublinhou Tekaïa.

Outro sector chave e desafiante para o país é o do Agronegócio, pois a banca privada tem restrições e algumas privações, considerando um sector de risco. Consciente disso, o grupo Société Générale afirma ter linhas de financiamento para as PMEs, com taxas de juro atractivas no mercado.

O Chefe de Sector de Agronegócios e Indústria de Bens e Consumo do Banco Société Générale, Milton Langa, afirma ser uma prática constante do banco, divulgar estas oportunidades, pois Moçambique ainda é um país importador de produtos agrícolas mesmo tendo terra arável. Por este motivo o Banco faz questão de expor ao mercado estimulando as PME´s a aderirem as estas linhas de financiamento por forma a produzirem mais localmente e contribuírem para redução de importações.

“Temos  tido resultados positivos, caracterizados por baixas taxas de incumprimento, pois as operações de crédito são todas associadas a partilha de risco e acopladas à assistência técnica, isto  é, enquadramos a vertente de capacitação às PME’s”, finalizou Langa.

Uma das grandes preocupações nas relações comerciais com o exterior, tem que ver com a disponibilidade de divisas. Os importadores, encontram dificuldades para comprar moeda estrangeira o que impacta negativamente no prazo dos negócios.
Neste dossier, a instituição tem vindo a estudar a dinâmica do mercado cambial, pelo que esclareceu as variáveis neste segmento.

“Nós sentimos que neste Janeiro, a pressão foi maior, o que ainda pode ser derivado dos efeitos da Covid-19, mas acreditamos que com o investimento que o país vai receber com o início da exploração do gás, Moçambique terá mais divisas, mas a pressão cambial pode continuar. Temos de acompanhar a evolução do mercado”, explicou Emídio Branquinho, Director da Sala de Mercados do Banco.

O Banco Société Générale Moçambique, é membro do Grupo Société Générale, um dos maiores líderes no Sector Financeiro europeu, com notação de Risco A (S&P) e um dos três maiores grupos internacionais presentes em África, sendo que em Moçambique, o Grupo actua desde 2015, detém 19 subsidiárias e foi premiado, em 2018, pela Euromoney Awards, como o Melhor Banco de África.

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