O Governo do Quénia anunciou o resgate e a repatriação de 18 cidadãos quenianos que se encontravam na Federação Russa após terem sido recrutados para integrar o exército russo, no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Segundo as autoridades de Nairobi, a operação foi conduzida através de esforços diplomáticos e consulares, coordenados pela embaixada do Quénia em Moscovo, permitindo a identificação dos cidadãos, a emissão de documentos de viagem de emergência e o seu regresso em segurança ao país.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Diáspora, Musalia Mudavadi, explicou que os cidadãos resgatados terão agora acesso a apoio psicológico e programas de reintegração social, após experiências consideradas traumáticas no estrangeiro.
O Governo queniano revelou ainda que centenas de cidadãos poderão ter sido aliciados nos últimos anos através de promessas de emprego e melhores condições de vida, acabando por ser integrados em estruturas militares ligadas ao conflito.
As autoridades garantem que continuam em diálogo com o Governo russo para assegurar o regresso de outros quenianos em situação semelhante, ao mesmo tempo que reforçam os apelos à população, sobretudo aos jovens, para que verifiquem a legitimidade de ofertas de trabalho no estrangeiro junto das entidades oficiais antes de aceitarem propostas.
O caso reacende o debate sobre redes internacionais de recrutamento e tráfico humano, num contexto de guerra prolongada no Leste da Europa, que continua a atrair cidadãos estrangeiros em situação de vulnerabilidade económica.
Fonte: The Star


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