Profissionais de saúde ameaçam paralisar actividades, a nível nacional

Profissionais de saúde ameaçam paralisar actividades, a nível nacional

Os Agentes e Profissionais de saúde vão paralisar as actividades a nível nacional, a partir do próximo dia 01 de Junho, por 25 dias prorrogáveis. A paralisação terá início a partir das 07:00 horas.

A decisão foi comunicada no dia 11 deste mês, através de uma carta dirigida ao Gabinete do Primeiro-Ministro e resulta das várias inquietações submetidas ao gabinete do Director Nacional de Saúde Pública assim como ao gabinete do Ministro da Saúde.

A paralisação irá abranger classes e sectores tais como Técnicos de Estomatologia, Estatística Sanitária, Auxiliares, Ortoprotesia, Laboratório, Farmácia, Radiologia, Fisioterapia, Nutrição, Oftalmologia, Medicina Geral, Anestesistas, Medicina Preventiva, Superiores, Manutenção de equipamento hospitalar, Terapia de fala, Administração Hospitalar, Saúde Materna, Cirurgia, Psicologia, Enfermagem Pediátrica, Enfermagem, Professores Doutores em saúde, Instrumentistas, Enfermeiros não filiados, Motoristas, Auxiliares de serviço, entre outros.

A classe tomou esta decisão após a submissão de várias cartas reivindicativas às entidades ora citadas e ter participado numa reunião com vários representantes do sector da saúde, que não produziu soluções no que concerne às preocupações apresentadas.

Segundo o grupo, o objectivo não é paralisar as actividades porque entende que a saúde e a vida dos utentes estariam em perigo, mas não havendo outra saída por falta de consideração dos seus superiores hierárquicos, foram obrigados a tomar tal medida. Eles justificam também que os profissionais da saúde estão a passar por uma fase de deterioração física, mental e espiritual.

Face à paralisação, a classe vai cumprir a sua rotina normal de sair de casa até ao local de trabalho, mas não se irá fazer presente na execução das suas actividades habituais. Durante esse período, vão concentrar-se nos espaços livres e nas sombras das unidades sanitárias sem obstruir as entradas e saídas e sem criar nenhum tipo de vandalismo em todo o país, enquanto aguardam novas ordens.

O grupo lamenta o ponto em que a situação chegou e diz não estar em condições psicológica, física e espiritual de continuar a prestar o devido atendimento e cuidados que os utentes merecem. (Carta)

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