Os moradores de Matlemele, no município da Matola, província de Maputo, voltaram a sair à rua para se opor ao projecto de construção de um Aterro Sanitário, acusando a edilidade de ignorar as possíveis consequências decorrentes da construção de um aterro naquele local.
Este domingo (13), os residentes manifestaram a sua insatisfação depois de terem visto o regresso das máquinas ao local, tendo decidido aproximar-se de forma pacífica para perceber as razões da movimentação do equipamento sem consulta pública.
“O município deve realizar uma auscultação pública antes de prosseguir com a construção deste aterro. Exigimos que venham conversar com a população, porque não percebemos de onde veio a ordem para que as obras retomassem. De repente, começámos a ouvir as máquinas a trabalhar e não tivemos qualquer explicação. Neste local há casas a três metros e temos uma escola nas proximidades”, afirmou um dos representantes da comunidade, citado numa publicação da Carta de Moçambique.
Os moradores frisam que a construção deste aterro sanitário naquele local não tem qualquer benefício para as comunidades, alertando que o mesmo poderá trazer graves problemas. “O município quer aliviar a lixeira de Hulene, mas futuramente poderá causar-nos problemas ainda mais sérios do que os que ocorreram em Hulene, onde várias famílias perderam as suas casas e algumas pessoas perderam a vida.”
O projecto de construção do aterro sanitário de Matlemele, no município da Matola, é liderado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável e pelo Município da Matola, que garante que, nos próximos dias, se reunirá com os residentes para uma conversa em busca de possíveis soluções.
Os moradores garantem que não vão permitir a continuação das obras, pois em Dezembro do ano passado, a Comissão de Petições, Queixas e Reclamações da Assembleia da República terá informado que o Conselho Municipal da Matola já tinha encerrado o processo e que estava em busca de um novo local para construção do Aterro.
(Foto DR)


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