Petrolífera Galp fecha semestre com lucros de 166 milhões

A petrolífera registou 166 milhões de euros de lucro na primeira metade deste ano, valor que compara com perdas de 22 milhões no primeiro semestre de 2020.

A Galp obteve 166 milhões de euros de lucro no primeiro semestre deste ano, valor que compara com perdas de 22 milhões na primeira metade de 2020. Os resultados líquidos do segundo trimestre cifraram-se em 140 milhões de euros, acima dos 121,3 milhões estimados pelos analistas ouvidos pela Bloomberg.

Em comunicado enviado à CMVM, a petrolífera liderada por Andy Brown, indica que o resultado líquido RCA, que exclui efeitos de ‘stock’ e eventos não recorrentes, fixou-se em 166 milhões, enquanto o resultado líquido IFRS melhorou, passando de perdas de 410 milhões no primeiro semestre do ano passado para um resultado positivo de 232 milhões no mesmo período deste ano.

Entre Janeiro e Junho deste ano, as contas da empresa liderada por Andy Brown foram beneficiadas sobretudo pelo segmento de upstream, cujo EBITDA cresceu 85%, em termos homólogos, para 906 milhões de euros. A subida deveu-se à valorização do petróleo durante este período.

No segmento da refinação e distribuição, o EBITDA semestral foi de 45 milhões, um decréscimo de 59% em termos homólogos, “apesar do melhor desempenho da refinação em 2021”, segundo explica a Galp.

Já no segmento comercial, foi registado um decréscimo de 5% na primeira metade deste ano, para 142 milhões de euros, “devido aos menores volumes de produtos petrolíferos e gás natural vendidos a clientes directos no período”.

Nos primeiros seis meses deste ano, o cash flow operacional ajustado da Galp aumentou 68% para 914 milhões de euros e a geração de free cash flow atingiu os 746 milhões, “com uma forte geração de caixa suportada pelo desempenho operacional e pelo desinvestimento na GGND (Galp Gás Natural Distribuição, S.A.). 

Neste período, o investimento líquido da petrolífera representa um ganho de 8 milhões de euros, considerando receitas de desinvestimento, em particular a alienação da GGND, enquanto a dívida líquida recuou 11% para 1 711 milhões de euros.

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