Um jovem de 27 anos de idade e seu patrão (57) estão a contas com as autoridades policiais, acusados de assassinar pessoas, extrair e comercializar órgãos humanos, na província de Sofala.
O jovem confessa a prática de dois crimes de assassinato cometidos contra dois rapazes, nomeadamente em Savane, distrito de Dondo, e Tica, distrito de Nhamatanda, que o levaram a prisão. Ele disse que agiu a mando seu patrão.
Segundo Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), depois de cometer o assassinato de Savane – supostamente com outras pessoas –, o jovem contactou o patrão para informar o “sucesso da missão”. Quando transportava o corpo dentro de um saco para extrair os órgãos genitais na sua residência, o jovem foi descoberto pela população que denunciou o acto a Polícia da República de Moçambique (PRM).
Já com as autoridades, confessou os dois crimes, e disse não ser a primeira vez que o fazia. “Chegava a receber entre 200 mil e 300 mil meticais por cada missão cumprida”. Por estes dois crimes receberia 200 mil meticais, “por ser patrão de confiança”.
O indiciado de ser o mandante dos assassinatos e comprador dos órgãos humanos é residente do bairro da Munhava, na cidade da Beira, e recusa as acusações. “Na vida nunca matei ninguém. A fé que tenho é de sair [das celas]”, disse, sugerindo que o jovem fosse encaminhado ao hospital por “não estar bem da cabeça”.
A PRM em Sofala disse que um está detido por autoria material e outro por autoria moral e que eles actuavam em Nhamatanda, Dondo, Manica e Morrumbula.
Na posse do jovem empregado estavam instrumentos utilizados no acto do crime, nomeadamente facas, machados, armadilhas, ferros afiados, máscaras de lata, chinelos de ferro e água em garrafas. “Tomo banho para não ver fantasmas” depois de assassinar pessoas, disse o indiciado.


Deixe uma resposta