Parlamento aprova Conta Geral do Estado de 2024 apesar da “discordância” da oposição

Home » Parlamento aprova Conta Geral do Estado de 2024 apesar da “discordância” da oposição

Parlamento aprova Conta Geral do Estado de 2024 apesar da “discordância” da oposição

Parlamento aprova Conta Geral do Estado de 2024 apesar da “discordância” da oposição

A Assembleia da República aprovou hoje (20), em definitivo, a Conta Geral do Estado (CGE) referente ao ano 2024, com votos a favor apenas de deputados da Frelimo, por sinal a bancada maioritária.

Apesar do “chumbo” das três bancadas da oposição (PODEMOS, Renamo e MDM), a bancada parlamentar da Frelimo afirmou que o seu voto a favor à Conta Geral do Estado de 2024 é justificado pelo facto de a mesma ter sido elaborada em conformidade com a lei, “com informações estruturais e receitas e balanço financeiro”. A bancada parlamentar da Frelimo aponta ainda ter sido evidente na CGE, progressos na educação, saúde e protecção social.

“Votamos a favor porque, apesar de 2024 ter sido marcado por choques internos e externos, persistência de acções terroristas, ainda assim, registou-se a contenção da inflação, relativa estabilidade do metical e evolução moderada da actividade económica”, disse o deputado Ivan Matavele da Frelimo.

Já a bancada parlamentar do partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), justifica ter votado contra por considerar que “a corrupção permanece na administração pública, com aquisição de bens públicos não registados”.

“A CGE está repleta de irregularidades e violações de leis e normas que regem as finanças e administração pública, tais como o desvio sistemático e uso dos fundos públicos, que é o dinheiro do povo que desaparece sem deixar rastos, enquanto faltam medicamentos nos hospitais e carteiras nas escolas”, justificou o deputado do PODEMOS, Ivandro Massingue.

Para a Renamo, a reprovação da CGE deve-se pelo facto da mesma apresentar clareza em todas as despesas que foram efectuadas durante o exercício económico. “O relatório e parecer do TA não deixam dúvida que há concentração de recursos que permanecem centralizados, sendo que 75% do orçamento foi executado a nível central o que contraria a descentralização financeira”, argumentou a deputada da Renamo, Gania Mussagy.

Já o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), fundamenta que o relatório e parecer do Tribunal Administrativo [TA] denuncia discrepâncias e irregularidades que tornam CGE de 2024 sem fiabilidade, visto que o Governo do dia continua a ignorar todas as recomendações da Assembleia da República.

 

(Foto DR)

Receba a nossa Newsletter

Partilhar este artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.