O Conselho Constitucional, órgão máximo em matéria de direito constitucional e eleitoral, recebeu onze candidaturas ao cargo do Presidente da Republica, no âmbito das Eleições Presidenciais, Legislativas e do Governador da Província, marcadas para 9 de Outubro.
Os principais candidatos são os candidatos dos três partidos parlamentares – o Partido Frelimo, no poder, a Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Frelimo elegeu o então governador da província de Inhambane, no sul, Daniel Chapo, como seu candidato.
Na partido Renamo foi escolhido Ossufo Momade, que foi reeleito Presidente da Renamo num Congresso realizado no município do Alto Molocue, de 15 a 17 de Maio.
Mondlane posteriormente demitiu-se da Renamo e anunciou a sua intenção de concorrer à Presidência da República como independente. Ele foi endossado pela Coligação da Aliança Democrática (CAD), um agrupamento de nove partidos extraparlamentares, e afirma ter recolhido mais de 100.000 assinaturas de apoio.
Não houve tais dramas na escolha do candidato do MDM. É o líder do partido, Lutero Simango, irmão do fundador do MDM, Davis Simango, falecido de Covid-19 em 2020.
Miguel Mabote está à margem da política moçambicana desde as primeiras eleições multipartidárias em 1994. Dirige o Partido Trabalhista (PT) que, apesar do nome, não tem qualquer ligação com o movimento operário organizado moçambicano. A única política distintiva do PT é querer trazer de volta a pena de morte.
Os outros candidatos representam grupos políticos profundamente obscuros. São eles Domingos Zucula, do Partido da Ecologia (PEMO); Dorinda Eduardo, do Movimento Nacional para a Recuperação da Unidade de Moçambique (MONARUMO); Feliciano Machava, do Movimento para o Desenvolvimento e Reconciliação Nacional (MDR); Rafael Bata, do Partido Republicano Unido de Moçambique (PRUMO); e Manuel Carlos Dias dos Santos Pinto Júnior.
Esta lista não significa que todos os 11 nomes aparecerão nas urnas em outubro. O Conselho Constitucional alerta que está agora a analisar atentamente toda a documentação apresentada pelos candidatos para garantir que cumprem os requisitos legais.
Os cadernos eleitorais estão agora informatizados, permitindo ao Conselho Constitucional verificar a validade dos nomes e números dos cartões de eleitor para cada assinatura

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