Depois da anunciada detenção da ex-diretora-geral do Instituto Nacional de Transporte Terrestre e Rodoviário (INATTER), actual INATRO-IP, o Centro da Integridade Publica (CIP), organização não governamental, (ONG) diz que a prisão dos quatro funcionários do INATRO, e de uma colaborada de uma agência de viagens, está relacionada com um contrato celebrado entre as duas entidades para a compra e venda de passagens aéreas.
A ONG refere que o Gabinete Central de Combate à Corrupção investigou uma denúncia que recebeu em Julho de 2019, segundo a qual, quadros do então INATTER usavam dinheiro da instituição para pagar viagens para os seus amigos e familiares para dentro e fora do país, com sobre facturamento, usando a referida agência.
Segundo a investigação feita por esta ONG, há evidencias mais que claras que justificam a detenção dos cinco suspeitos. “Só no esquema de viagens de pessoas que não fazem parte do quadro de pessoal do INATTER, a instituição foi defraudada num valor aproximado de 10 milhões de meticais”, refere o documento do CIP.
Segundo ao que a ONG apurou, estas podem ser apenas as primeiras pessoas a ser detidas, uma vez que a investigação prossegue e há mais casos de corrupção no INATTER, sob investigação no GCCC. Um destes casos é o negócio da impressão de cartas de condução.
Além da ex-diretora-geral do INATTER, Ana Paula Simões, as outras pessoas implicadas no processo são Ana Rita Monjane, antiga Chefe do Departamento de Administração e Finanças, Benjamim Jeco, antigo Chefe da Repartição de Património e Fausto Naene, antigo responsável pelas aquisições de passagens aéreas na mesma instituição.



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