A activista e política venezuelana, María Corina Machado, apareceu na cidade de Oslo, na Noruega, na quinta-feira (11) à meia-noite, para receber o prémio Nobel da Paz. Entretanto, a cerimónia ocorreu no dia anterior, e ela foi representada pela filha, Ana Corina.
María Corina é uma das principais opositoras do regime político de Nicolás Maduro, na Venezuela, e como tal, não era vista em público desde Janeiro, quando foi detida após protestar contra a derrota de Maduro nas eleições de 2024.
Por outro lado, ele manteve-se em local incerto para preservar a sua vida, sendo vítima de perseguição política. Entretanto, existe uma ordem do regime de Maduro que a proíbe a de sair do país, sob pena de ser acusada de ser fugitiva.
Dizem as notícias que ela saiu de barco da Venezuela, e em conferência de imprensa disse que teve apoio de Donald Trump para deixar o país.
Enquanto esteve a caminho de Oslo, lamentou o atraso para receber o prémio.
“Nos sentimos muito emocionados e honrados. Por isso, me entristece e lamento muito te dizer que não poderei chegar a tempo para a cerimónia, mas estarei em Oslo e estou a caminho de Oslo neste momento”, disse Machado durante uma conversa telefónica com o presidente do Comité Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes.
Quando finalmente chegou a Oslo, apareceu pela primeira vez em público na varanda de um quarto de hotel. Foi ovacionada pelas pessoas que a esperavam e logo depois desceu para estar perto delas e trocar impressões e abraços.
Há muita especulação sobre se ela vai conseguir retornar em segurança à Venezuela.
“É claro que vou voltar” disse à BBC. “Sei exactamente os riscos que estou a assumir”.
“Vou estar no lugar em que for mais útil para nossa causa”, continuou. “Até pouco tempo atrás, eu acreditava que esse lugar era a Venezuela; o lugar em que acredito que devo estar hoje, em nome da nossa causa, é Oslo”.

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