A Nissan informou este domingo que vai vender em todo o mundo os veículos elétricos fabricados na China e anunciou um novo acordo com uma das maiores universidades chinesas, a Tsinghua University.
A fabricante automóvel japonesa está a ponderar exportar a linha de veículos a motores de combustão e os próximos carros 100% elétricos e híbridos plug-in produzidos na China para mercados internacionais, revelou o vice-presidente da Nissan Motor, segundo a agência Reuters.
“As condições de mercado na China tornaram-se extremamente difíceis”, afirmou Masashi Matsuyama, em conferência de imprensa, cujas declarações foram divulgadas hoje (17) pelo “New Haven Register”.
A segunda maior economia do mundo foi responsável por pouco mais de um quinto das vendas mundiais da Nissan, de cerca de 2,8 milhões de veículos até Outubro.
Há quem compare o movimento ao de outras marcas de automóvel internacionais como a Tesla, a BMW ou a Ford, que estão a expandir as exportações de carros fabricados na China para tentar reduzir custos de fabrico no país e aumentar a performance das fábricas.
A parceria assinada com a Tsinghua University prevê o reforço da investigação e desenvolvimento sobre eletrificação automóvel.
“Esperamos que esta colaboração nos ajude a obter uma compreensão mais profunda do mercado chinês e a desenvolver estratégias que melhor respondam às necessidades dos clientes na China”, comentou o CEO da Nissan, Makoto Uchida.
Entre os meses de Abril e Setembro, os lucros da Nissan quadruplicaram para os 1.666 milhões de euros em relação ao mesmo período do ano anterior, correspondente ao primeiro semestre do último ano fiscal.
O volume de negócios da multinacional de Yokohama subiu 30% para 37,5 mil milhões de euros.
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