Moçambique tem a segunda taxa de juro mais alta da África Subsariana, perdendo apenas para a República Democrática do Congo, segundo uma missão do Fundo Monetário Internacional.
Num relatório sobre as perspectivas económicas regionais 2023, o FMI observa que os mercados financeiros da região, com situação crítica, podem tornar-se inesperadamente mais restritivos nos próximos tempos, limitando, assim, a capacidade de as economias da África Subsariana contraírem empréstimos nos mercados internacionais.
Para o parceiro multilateral, tal continua a representar uma preocupação, uma vez que as expectativas de mercado quanto às taxas de juro directoras nas economias avançadas ainda diferem das intenções anunciadas, “aumentando a perspectiva de uma reavaliação súbita dos riscos”.
No relatório que é citado pelo O “País” o FMI indica que a persistência de pressões sobre os preços dos produtos energéticos significativamente mais elevados a nível mundial podem também exigir uma política monetária mais restritiva do que o esperado nas economias avançadas, resultando em taxas de financiamento internacionais mais elevadas.

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