Os preços dos produtos petrolíferos em Moçambique vão subir entre 7% a 22% a partir de quinta-feira, reflectindo a subida do preço do barril de crude, anunciou esta quarta-feira a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE).
O último ajustamento de preços tinha ocorrido há quase um ano, em Novembro de 2020 e na altura os preços tinham descido.
Agora, o gás de cozinha é o que sofre a maior subida, de 22%, passando de 58,18 para 71,02 meticais por quilo.
A gasolina sobe 10% de 62,5 para 69,04 meticais por litro, enquanto o gasóleo aumenta 7%, de 57,45 para 61,71 meticais por litro – é o produto com o menor aumento.
O petróleo de iluminação sobe quase 11%, de 43,24 para 47,95 meticais por litro.
O gás natural veicular sobe quase 9% de 30 para 32,69 meticais por litro.
Os produtos petrolíferos à venda em Moçambique são importados por via marítima em cargueiros especiais, através de um processo centralizado por lei numa única entidade pública, a IMOPETRO, detida pelas distribuidoras de produtos petrolíferos que operam no país.
Depois, compete à ARENE determinar o preços de venda ao público a praticar em todo território nacional de acordo com cálculos estabelecidos na lei.
Os preços anunciados podem ser mais altos nos postos fora das circunscrições territoriais de cidades com terminais de distribuição (Matola, Beira, Nacala e Pemba), uma vez que a lei prevê que possa haver um acréscimo relativo aos custos de transporte para esses postos.
A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em Dezembro terminou esta quarta-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 0,89%, para os 85,84 dólares.
A pressão para a subida dos preços do crude mantém-se, devido à perspectiva de alguns produtores de petróleo não aumentarem a sua produção ao mesmo ritmo da procura, impulsionada pela reanimação económica pós-pandemia e a chegada do frio ao hemisfério norte.
Agência Lusa
