Moçambique quer defender integração da mulher nas questões de paz no Conselho de Segurança

Moçambique propõe-se a defender a equidade de género e a integração da mulher nas questões de paz e segurança.

Esta pretensão foi avançada há dias, na cidade de Maputo, pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, lembrando que, no dia 1 de Janeiro de 2023, Moçambique vai tomar o seu assento como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Segundo Macamo, citada pelo jornal Notícias, é importante que as mulheres estejam no topo da tomada de decisões nos órgãos que tratam de questões de paz e segurança, não porque elas queiram dominar o mundo, mas porque são inteligentes, têm capacidade e maior sensibilidade sobre estas matérias.

A ministra afirma ser entendimento do país que o mundo não pode desenvolver como se pretende enquanto não envolver a mulher nas diversas questões.

“É preciso olhar para estes assuntos como factuais, e não teóricos, para que o mundo possa avançar”, disse.

Segundo a governante, Moçambique espera ainda levar àquele órgão a sua experiência de dirimir conflitos por via do diálogo, reconhecendo não ser uma experiência fácil, porque significa cedências, diálogo responsável e capacidade de mobilizar consensos.

Verónica Macamo lembrou que o país assinala, em Outubro, 30 anos após a assinatura dos Acordos de Paz de Roma, um processo que, apesar de ter registado altos e baixos, está num bom caminho.

“Ficamos felizes quando ouvimos o secretário-geral da Renamo dizer que está satisfeito com o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos ex-guerrilheiros deste movimento”, disse Macamo, acrescentando que não há melhor coisa que a satisfação de todos os intervenientes de um processo.

Ainda sobre a contribuição de Moçambique no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Verónica Macamo disse que o país está preocupado com as mudanças climáticas, que têm sido um grande problema para o desenvolvimento dos países, particularmente os que estão nas zonas mais propensas, como é o caso de Moçambique.

“Pensamos que o mundo deve reagir mais rapidamente. Além de acções humanitárias, devem ser tomadas medidas para garantir que as acções de adaptação possam acontecer, mas sem prejudicar as nações emergentes”, salientou.

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