O Governo moçambicano está a avaliar a possibilidade de criar uma linha para permitir o regresso à Pátria de cidadãos nas zonas de conflitos no Médio Oriente, avançou, hoje, o Porta-voz. Existem lá mais de 600 moçambicanos.
Inocêncio Impissa falava à imprensa após a Sessão do Conselho de Ministros, e respondia à questão sobre a existência de um plano de retirada dos cidadãos moçambicanos naquela região.
“Não concretamente. Mas temos um plano de contingência que tem estado a ser analisado, estudado […] um plano de evacuação não se dispensa, é provável que haja, mas é no contexto dos esforços que têm que ser feitos, para ver o que cada um vai necessitar” disse.
Segundo Impissa, o Executivo já identificou todos dos cidadãos moçambicanos na região e inclusive as zonas onde estão. Contudo, ainda falta apurar dados dos que estão no Chipre e no Kuwait.
“Mas também há moçambicanos que tinham programado voos e estariam de passagem por aqueles locais [Doha e Qatar]. Nestes casos ou sofreram cancelamentos…. Ainda não temos dados, porque estes nem a nível de informação das autoridades migratórias não podem ter porque estão de passagem, efectivamente” disse, vincando ser necessário realizar levantamentos para calcular o esforço a fazer.
Inocêncio Impissa avançou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação vai abrir uma linha para garantir e prestar assistência diplomática a quem for necessário.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram, no sábado, ataques ao Irão. Houve retaliação contra Israel, inclusive contra activos dos EUA nos países da região. A Alemanha, França e Reino Unido avisaram que pretendem entrar na guerra, defendendo os EUA e seus aliados. Mais de 800 pessoas são dadas como mortas desde então.

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