Moçambique optimista quanto à sua saída da “lista cinzenta” do GAFI

Moçambique optimista quanto à sua saída da “lista cinzenta” do GAFI

O Governo moçambicano mantém-se optimista quanto à saída de Moçambique da “lista cinzenta” do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) até ao final deste ano.

Uma reunião de especialistas do GAFI terá lugar em Maputo a 8 e 9 de Setembro e uma avaliação específica do País está prevista para Outubro.

A “lista cinzenta”, oficialmente designada por “Jurisdições sob Monitorização Reforçada”, inclui países identificados pelo GAFI como tendo deficiências estratégicas nas suas medidas de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

Os países que constam desta lista estão sujeitos a um controlo e a uma fiscalização reforçados por parte do GAFI. A lista destina-se a servir de aviso aos países em causa para que melhorem o seu desempenho e cumpram as normas internacionais.

Em Fevereiro de 2025, o GAFI analisou 139 países e identificou publicamente 114 deles. 86 desses países efectuaram reformas que satisfizeram o GAFI e foram retirados da lista. Actualmente, existem 24 países na lista cinzenta. Para além de Moçambique, estes países incluem a África do Sul, Angola, Quénia, Argélia e Nigéria.

O GAFI tem também uma “lista negra” de países. Nestes casos, outras jurisdições podem ser chamadas a aplicar contra-medidas para proteger o sistema financeiro internacional contra o branqueamento de capitais ou o financiamento do terrorismo provenientes dos países que constam da lista negra. Actualmente, apenas três países constam da lista negra – Coreia do Norte, Irão e Myanmar,

Segundo uma publicação do Media Fax, nesta quarta-feira (16), a primeira-ministra, Benvinda Levi, recebeu uma equipa chefiada por Fikili Zitha, Secretário Executivo do Grupo de Combate ao Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (ESMAALG), para discutir os esforços em curso para retirar Moçambique da lista cinzenta.

No final deste encontro, a ministra das Finanças, Carla Louveira, sublinhou a importância de garantir que Moçambique nunca mais seja colocado na lista cinzenta.

“O importante é que não estamos a trabalhar simplesmente para sair da lista cinzenta, mas a trabalhar para que no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, quando o GAFI fizer a sua avaliação em 2030, encontre uma situação completamente diferente daquela detectada em 2021, que levou a colocar Moçambique na lista cinzenta”, disse Louveira.

A governante frisou que Moçambique cumpriu na íntegra as 26 medidas exigidas pelo GAFI, pelo que está confiante numa resposta positiva da instituição.

 

(Foto DR)

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