Moçambique em alerta face ao ressurgimento de casos da varíola dos macacos em África

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Moçambique em alerta face ao ressurgimento de casos da varíola dos macacos em África

Moçambique em alerta face ao ressurgimento de casos da varíola dos macacos em África

As autoridades de saúde na cidade de Maputo já se posicionam-se após a declaração de emergência de saúde pública da Organização Mundial de Saúde (OMS) face à propagação da varíola do macaco no continente africano.

Segundo a vereadora de Saúde e Qualidade de Vida no Município de Maputo, Alice de Abreu, o procedimento não é novo, trata-se apenas de garantir que as equipas estejam prontas para responder caso seja necessário.

“Já tivemos em outros momentos este alerta e o sector mostrou-se organizado para o efeito. Será uma questão de apenas, por orientação do Ministério da Saúde, activarmos as nossas equipas e estarmos em prontidão para aquilo que fazemos como cidade de Maputo. Desde já temos equipas de vigilância prontas e preparadas e são eles que nos ajudam a identificar casos suspeitos”, notou De Abreu.

Citada pela RFI, a fonte apela, no entanto, à população para adoptar as medidas de distanciamento social, sublinhado que os comportamentos preventivos poderão ajudar a cidade a vencer este desafio.

“Se nós mantivermos o distanciamento social, se nós fizermos a devida lavagem das mãos, a desinfecção, a utilização de máscaras, dirigir-me às unidades sanitária, acreditamos que todas estas medidas vão permitir que a cidade de Maputo, mais uma vez, consiga responder adequadamente a este desafio”, exemplificou.

Maputo é a principal porta de entra e saída de Moçambique mas, até ao momento, as autoridades de saúde ainda não notificaram casos da varíola do macaco.

A Organização Mundial da Saúde declarou esta quarta-feira, 14 de Agosto, a Mpox como uma emergência de saúde internacional. Desde Janeiro de 2022, um total de 38 465 casos foram registados em 16 países africanos, provocando mais de 1400 mortes. De acordo com o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, foi registado um aumento de 160% dos casos registados em 2024 em comparação com o ano anterior. O continente enfrenta a propagação de uma nova estirpe, detectada na República Democrática do Congo em Setembro de 2023 e denominada “Clade Ib”, mais mortal e mais contagiosa que as anteriores.

O Mpox foi descoberto pela primeira vez em seres humanos em 1970, na actual RDCongo (antigo Zaire), com a propagação do subtipo Clade I (do qual a nova variante é uma mutação), que desde então tem estado principalmente confinado a países da África Ocidental e Central, onde os doentes são geralmente infectados por animais que têm o vírus.

Em 2022, uma epidemia global, transmitida pelo subtipo Clade 2, espalhou-se por cerca de 100 países onde a doença não era endémica. A OMS decretou, em Julho de 2022, o alerta máximo face a este surto de casos no mundo, e levantou-o menos de um ano depois, em Maio de 2023. A epidemia causou cerca de 140 mortes em cerca de 90 000 casos.

 

(Foto DR)

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