O Governo reitera o compromisso de investir na formação de formadores na área de hotelaria e turismo, como estratégia para elevar a qualidade do atendimento e fortalecer a competitividade do destino Moçambique.
A garantia foi dada, esta sexta-feira (12), durante o Workshop de Consulta sobre Estratégias de Formação de Formadores de Educação Profissional em Hotelaria e Turismo, na cidade de Maputo.
Na ocasião, o Secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar, destacou que o sucesso do turismo nacional depende essencialmente da qualificação do capital humano. “Por mais que tenhamos enormes recursos, excelentes praias e infra-estrutura, se não colocarmos o Homem no centro da formação para oferecer serviços de qualidade, o nosso turismo não vai crescer na proporção que desejamos”, afirmou o governante.
Citado pela AIM, Fredson Bacar sublinhou que Moçambique conta actualmente com 82 250 trabalhadores no sector, sendo a cidade e província de Maputo, bem como Inhambane, as regiões com maior absorção de mão-de-obra. No entanto, apesar do crescimento, a governante reconheceu “a incipiente formação técnico-profissional” como um desafio persistente.
Segundo revelou, entre 2020 e 2024, foram capacitados 11 397 profissionais, e só este ano mais de 2 600 novos técnicos receberam formação. Igualmente, foram atribuídas 41 bolsas de estudo para jovens moçambicanos frequentarem cursos médios de hotelaria e turismo em Portugal.
A fonte realçou que o sector dispõe de mais de 15 instituições formadoras e cerca de 20 qualificações, mas observa-se “um declínio no número de graduados e fragilidades nas competências de formadores e formandos”.
Por sua vez, o Secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional, Léo Elias Jamal, referiu que a formação de formadores é crucial para consolidar a reforma em curso no ensino profissional. “A hotelaria e turismo é um cartão-de-visita do país. Para capitalizarmos as nossas potencialidades, precisamos de mão-de-obra qualificada”, afirmou.
(Foto DR)

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