Moçambique está a aprimorar o sistema de aviso prévio para minorar o impacto da seca que, ciclicamente, afecta as comunidades das regiões áridas e semi-áridas do país, localizadas maioritariamente na região Sul.
Bernardino Nhantumbo, pesquisador no Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), disse, há dias, que a instituição tem capacidade técnica e material para monitoria e previsão deste tipo de eventos extremos, bem como para desenhar a política nacional, com vista a reduzir o seu impacto.
Nhantumbo disse haver indicação de que o país voltará a ter chuvas irregulares nas regiões Sul e Norte do país, mas ainda se está distante desse período”.
“O mais importante, conforme afirmou, é que as instituições estão a se capacitar para agirem em caso de uma situação de seca. Com base na informação produzida pelo INAM, foi possível enviar equipas multissectoriais para estudarem o défice de chuva nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane”, disse.
Por seu turno, Paulo Tomás, director da Divisão das Zonas Áridas e Semi-Áridas no Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), disse que a instituição já está a trabalhar para mitigar os efeitos drásticos da seca porque se trata de um evento que actua de forma lenta e progressiva.
“É preciso que todas as instituições definam a metodologia para sabermos quando é que estamos perante uma seca leve ou severa, e o que deve ser feito de forma atempada. É preciso levar esta informação em tempo oportuno às comunidades para minimizar possíveis impactos”, disse.
Explicou que através dos planos económicos e sociais se vai implementando acções de desenvolvimento, mas quando se está em período de escassez de precipitação é preciso que o INGD minimize os impactos negativos.
O país tem 32 distritos considerados áridos ao nível do país, com incidência nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala. É nestes pontos onde estamos a prestar maior atenção”, disse.



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