MISAU em alerta máximo face ao impacto das chuvas e surtos de doenças

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MISAU em alerta máximo face ao impacto das chuvas e surtos de doenças

MISAU em alerta máximo face ao impacto das chuvas e surtos de doenças

O balanço mais recente sobre a emergência na Cidade de Maputo, segundo autoridades competentes, indica que 45 418 pessoas foram afectadas pelas chuvas e inundações, resultando em oito óbitos e sete feridos.

Segundo uma publicação da TV Miramar, os dados apontam para 9083 casas foram inundadas e 33 ficaram totalmente destruídas, forçando o acolhimento de 4195 pessoas em 15 centros activos nos distritos de KaMavota, KaMaxaquene, KaMubukwana e Nhlamankulu.

No sector da saúde, a pressão sobre as infra-estruturas é elevada, com 14 unidades sanitárias inundadas e seis com vedações desabadas na capital. A nível nacional, o Ministério da Saúde (MISAU), reporta que 116 unidades sanitárias foram afectadas pelas intempéries desde o início da época chuvosa.

Em resposta, as autoridades sanitárias intensificaram a vigilância epidemiológica e a assistência médica nos centros de acolhimento, onde já foram realizadas mais de 10 mil consultas e distribuídos mais de 43 mil frascos de Certeza para purificação da água.

O cenário epidemiológico exige atenção redobrada devido à coexistência de vários surtos no País como a cólera, que conta com um cumulativo de 885 casos e um óbito desde o início do surto actual, com o distrito de Caia, em Sofala, a ser o mais afectado. O surto de sarampo, os dados mostram que estão activos cinco surtos nas províncias de Niassa, Nampula e Zambézia, totalizando 4671 casos acumulados. Nas últimas 24 horas, foram notificados 19 novos casos.

No que concerne à Mpox, o sector da saúde aponta que Moçambique mantém um total acumulado de 75 casos confirmados, sem registo de novos contágios nas últimas 24 horas. A província de Tete continua a ser a região com o maior número de ocorrências.

As equipas técnicas de saúde continuam no terreno a realizar acções de sensibilização e busca activa de casos, especialmente em zonas de difícil acesso e centros de acolhimento.

 

(Foto DR)

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