O Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, assumiu, ontem (quinta-feira, 12), que a instituição que dirige actualmente tem fraca capacidade para cuidar da saúde mental dos membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
“As intervenções de saúde disponíveis nas FADM não abordam adequadamente as necessidades de Saúde mental dos militares. A falta de informações objectivas sobre a prevalência de transtornos mentais e o seu impacto nos militares limita a capacidade dos serviços de saúde militar de fornecerem um atendimento eficaz”, disse.
Conforme notou, isto se verifica apesar de o sector de saúde militar oferecer intervenções abrangentes para promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, para os militares e os seus dependentes.
Neste sentido, o Ministro defende a promoção de intervenções baseadas em evidências, levando em consideração os desafios específicos enfrentados em diferentes fases ou situações da vida militar.
O titular da pasta da defesa nacional notou que “os actuais desafios enfrentados pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique no combate ao terrorismo demandam uma capacidade de resposta, prontidão e resiliência militar ainda maior”.
E neste sentido, considera ser um imperativo fortalecer e integrar os cuidados de saúde mental em todas as unidades e subunidades militares das FADM, para aumentar a resiliência, motivação, desempenho e eficácia das tropas, bem como a prontidão física e mental.
Chume falava, em Maputo, na abertura do I Simpósio de Saúde Mental no Sector de Defesa, subordinado ao lema: importância da Saúde Mental no Contexto de Defesa Nacional: Contributos para a Elaboração do Plano de Acção.



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