O Presidente da República, Daniel Chapo, emitiu um comunicado à Nação por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Malária, assinalado a 25 de Abril.
Na mensagem, sublinhando a importância de uma mobilização conjunta e sustentada para erradicar esta doença que continua a afectar severamente a saúde pública no país.
De acordo com dados apresentados pelo Chefe de Estado, em 2024 a malaria matou 358 pessoas, 67 mil internamentos em 11,5 milhoes de casos registados.
Apesar destes números continuarem elevados, representam uma redução de 12% nos casos, 4% nos internamentos e 1% nos óbitos, em relação ao ano anterior.
Este ano, a efeméride assinala-se sob o lema “Malária fora! Tempo de investir, inovar e renovar os compromissos”, que, segundo o Chefe de Estado, “chama atenção para a necessidade de impulsionar o investimento em intervenções cientificamente comprovadas para salvar mais vidas, principalmente entre as pessoas mais vulneráveis.
Contudo, o Chefe de Estado alertou que a malária continua a ser uma das principais causas de morbilidade e mortalidade no país, especialmente entre crianças menores de cinco anos.
“É a causa mais comum de procura de cuidados médicos nas unidades sanitárias do país, com um impacto negativo tanto no sistema de saúde como nos outros sectores devido ao absentismo escolar e laboral e das perdas de vidas humanas”, frisou.
Reconhecendo os progressos alcançados, o estadista reiterou que “a dinâmica de transmissão da malária ensina-nos que devemos manter os esforços para preservar os ganhos e acelerar a redução do peso da doença”.
Reafirmou o compromisso do Governo em continuar a priorizar “a implementação das intervenções de prevenção, diagnóstico e tratamento, das medidas para a mudança social e de comportamento, e do fortalecimento da vigilância, monitoria e avaliação, definidas no Plano de Governação”.
Apelando à acção colectiva, o Presidente da República deixou uma mensagem clara à população: “A luta contra a malária só poderá ser vencida se trabalharmos juntos e se cada um fizer a sua parte”.
Por conseguinte, incentivou os cidadãos a aderirem às principais intervenções de prevenção, como a pulverização intra-domiciliária, a distribuição de redes mosquiteiras, a quimioprevenção sazonal e perenal e a vacinação.
Exortou ainda à eliminação de charcos e ao cumprimento rigoroso do tratamento prescrito.
Por fim, expressou confiança na capacidade nacional de vencer esta batalha: “Acreditamos que com a implementação de intervenções de saúde pública alicerçadas na evidência científica e o reforço das parcerias multilaterais, bilaterais e público-privadas, conseguiremos alcançar o nosso desiderato de ver o país livre da malária”.

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