A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) critica o Centro de Integridade Pública (CIP) pela exposição da identidade (nomes de fotografias) de duas juízas, um oficial de justiça, e outras pessoas envolvidas em casos judiciais malparados na província de Maputo.
O CIP denunciou, em uma investigação, a má actuação de duas juízas e um oficial de justiça em três litígios envolvendo quatro pessoas. O trabalho apurou a prática de actos pouco ortodoxos e favoritismo.
Reagindo ao trabalho, o Presidente da AMJ, Esmeraldo Matavele, entende que o CIP pecou na sua actuação ao expor as magistradas e o oficial de justiça, uma vez que ainda se deve presumir sua inocência.
“Nós achamos que o CIP não esteve bem. É necessário que o CIP melhore na sua actuação. O CIP é o nosso parceiro. É uma entidade com papel preponderante na necessidade de combate à corrupção e reforço da integridade pública por parte dos servidores. Mas o CIP não pode pontapear as regras que muito bem conhece. Não fica bem o CIP prestar um serviço mau como esse, nessa perspectiva” lamentou, citado pela Rádio Moçambique.
ONG expõe juízas e tráfico de influência na justiça moçambicana
O posicionamento da Associação Moçambicana de Juízes foi proferido, esta quarta-feira, em Maputo, numa conferência de imprensa dirigida pelo timoneiro da agremiação.
“Quanto à investigação, quanto à denúncia, não está nada de errado. Mas, fazer as coisas como foram feitas, não está certo” frisou.

Deixe uma resposta