O jovem moçambicano, Armindo Pacula, acusado de ter assassinado DJ Warras, apresentador de rádio e televisão, podcaster e empresário sul-africano, manifestou esta segunda-feira (09), perante ao tribunal, a intenção de assumir a culpa pelo homicídio. No entanto, o jovem moçambicano, de 25 anos de idade, pediu para que fosse transferido do posto prisional da Polícia onde se encontra até ao momento, para cadeia prisional de Benoni, por temer pela sua vida.
Falando no segundo dia da sua audiência no Tribunal de Primeira Instância de Joanesburgo, Armindo Pacula, reiterou a intenção de assumir a culpa pelo assassinato do do Dj Warrant. Contudo, o Consulado Moçambique que representa o Estado moçambicano, insistiu na necessidade de se buscar mais provas sobre o homicídio.
De acordo com a imprensa sul-africana, durante a audiência, Pacula, através do seu advogado, pediu para ser transferido do Centro Correcional de Joanesburgo, conhecido como Sun City, para o Centro Correcional Modderbee, em Benoni, alegando temer pela sua vida. O advogado de Pacula também disse igualmente ao tribunal que existe a possibilidade de um acordo judicial, no entanto ainda precisa do processo para determinar a que Pacula pretende se declarar culpado.
Armindo Pacula foi detido no passado dia 30 de Janeiro, no assentamento informal de Marathon, em Primrose, na zona de East Rand. A operação foi dirigida pela unidade de investigação da província sul-africana de Gauteng.
A polícia sul-africana acredita que Armindo Pacula foi o autor dos disparos que a 16 de Dezembro do ano passado tiraram a vida do famoso DJ Warras.
Seis dias depois do bárbaro assassinato, foi detido Victor Majola, operador do ramo de transporte semi-colectivo de passageiros. Este é tido como o orquestrador do plano que culminou com a morte do DJ Warras.
Entretanto, o tribunal agendou para esta quarta-feira, a próxima audição, mesmo dia em que o primeiro arguido, Victor Majola, de 44 anos, deverá regressar ao tribunal.
Majola, que enfrenta acusações de homicídio premeditado e conspiração para cometer homicídio, teve a sua fiança negada em Janeiro.
De acordo com relatos, os investigadores suspeitam que o homicídio tenha sido motivado por uma disputa no Zambezi Flats, que teria surgido após a empresa de segurança de DJ Warras ter sido contratada para instalar um sistema de controlo de acesso biométrico no edifício.
A instalação ocorreu após alegações de que algumas pessoas estavam a cobrar ilegalmente o aluguer dos inquilinos. Antes de sua morte, DJ Warras havia recebido ameaças de morte e obtido uma ordem de proteção contra cinco pessoas, incluindo uma mulher.
(Foto DR)

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