JICA anuncia apoio de 20 milhões de meticais para promoção da liderança feminina no norte de Moçambique

JICA anuncia apoio de 20 milhões de meticais para promoção da liderança feminina no norte de Moçambique

A Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e a Organização das Nações Unidades para Mulheres (ONU Mulheres) assinaram, nesta sexta-feira (13), um acordo de financiamento de cerca de 20 milhões de meticais para a implementação do projecto “Mulheres Lideram a Paz”, destinado a reforçar o papel de mulheres e raparigas na construção da paz e na resiliência comunitária no norte do País.

O acordo foi rubricado nos escritórios da JICA, na capital do País, e prevê intervenções nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa, regiões que enfrentam desafios associados a conflitos, deslocação de populações e insegurança alimentar.

A iniciativa, financiada pelo Governo do Japão através da JICA, tem um orçamento de 320 mil dólares (20 milhões de meticais) e será implementada ao longo de 12 meses.

O projecto deverá beneficiar directamente mais de 1200 mulheres e raparigas em comunidades afectadas por crises nas três províncias abrangidas, com um alcance estimado de mais de dez mil pessoas, incluindo familiares e membros das comunidades.

Durante a cerimónia de assinatura, a representante da ONU Mulheres em Moçambique, Molline Marume, afirmou que a iniciativa pretende colocar as mulheres no centro dos processos de paz e recuperação comunitária. “A assinatura de hoje marca um passo importante no reforço do nosso compromisso com a paz, a resiliência e a igualdade de género em Moçambique”, disse Molline Marume.

Na ocasião, a representante da ONU Mulheres em Moçambique, sublinhou que o norte do País continua a enfrentar uma crise complexa, agravada pelo conflito em Cabo Delgado e pelos efeitos das alterações climáticas. “O impacto desta crise tem um rosto feminino. Mulheres e raparigas carregam uma parte desproporcional do fardo, mas ao mesmo tempo desempenham um papel essencial na reconstrução das comunidades. O que queremos é garantir que as mulheres não estejam apenas presentes, mas que as suas vozes influenciem as decisões que afectam as suas vidas e as suas comunidades”, salientou.

Para a ONU Mulheres, a iniciativa também representa uma oportunidade para testar novas abordagens de resiliência comunitária no norte do País e reforçar a implementação da agenda internacional Mulheres, Paz e Segurança, alinhada com os compromissos globais de igualdade de género e desenvolvimento sustentável.

 

(Foto DR)

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