O director do Instituto Nacional de Saúde, INS, fala de custos elevados para a aquisição, mas garante que é possível conter a propagação do vírus sem recorrer à vacinação.
Mencionou três formas de transmissão da doença. “A primeira forma de contaminação é por meio do contacto físico directo. A evidência científica mostra que a mais eficiente é o contacto sexual e o contacto pele a pele, desde o aperto de mão, um abraço.
A indirecta, que é o contacto com objectos ou superfícies contaminadas, e a terceira, que é menos comum em Moçambique”, disse numa entrevista concedida ao jornal “O País”.
Em termos de sintomas, segundo o responsável, o indivíduo sente febres, dor de cabeça, dores musculares, dores na garganta e as lesões ou borbulhas em todo o corpo, incluindo na cara.
Entretanto, na mesma entrevista, o director do INS garantiu que o país tem capacidade de testagem, que é uma das formas de responder à doença.
“Todas as províncias possuem capacidade de testagem de saúde pública, porque construímos em todo o país. Os 13 casos de Mpox confirmados em Niassa foram lá testados”, disse citado pelo Jornal.
Embora a vacinação seja um dos mecanismos de resposta, Moçambique ainda não dispõe das vacinas, e o director do INS explicou as razões.
“A questão das vacinas é, primeiro, a disponibilidade, segundo, são vacinas caras, cuja tecnologia para produção é antiga. Entretanto, uma das nossas intervenções é mobilizar vacinas para o país, e, neste momento, estão a ser feitas negociações, principalmente com a África CDC, que mobiliza toda a vacina para o continente”.
Salientou que há países com casos muito mais severos e que até hoje não tiveram vacina, muito por conta dos elevados custos para a aquisição.
Apesar do aumento de casos, Samo Gudo descarta, a possibilidade de adopção de medidas de restrição.
“Nenhuma entidade recomenda restrições de actividades económicas. Se alguém vai fazer eventos, tem de avaliar o risco, mitigá-lo e definir as medidas para conter a infecção”, disse durante a entrevista.
De Janeiro a esta parte, pelo menos 170 pessoas morreram vítimas de Mpox em África.
De referir que a província de Niassa é, até ao momento, a única com casos positivos de Mpox, totalizando 13 desde a eclosão do surto.
Trata-se de uma doença que pode ser fatal e cuja confirmação obriga ao isolamento domiciliar.

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