O Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) alerta que a falta de observação do recenseamento eleitoral por parte dos partidos da oposição moçambicana pode propiciar manobras de fraude, numa altura que aumentam queixas sobre avarias de máquinas nas zonas tidas como bastiões da oposição.
Segundo o director de programas do IMD, Dércio Alfazema, os partidos da oposição estão a “dar pouca importância à fiscalização do recenseamento”, abrindo espaços para irregularidades, apesar de ser um ano atípico no ambiente político nacional.
“Os membros que deviam compor as brigadas de recenseamento provenientes dos partidos políticos não estão lá, então não terão legitimidade para depois reivindicar qualquer coisa que seja relacionada com o processo de recenseamento eleitoral”, realçou Alfazema, citado pela VOA.
Entretanto, a fonte considera que “no lugar de estar a monitorar o processo, e a fazer o levantamento das dificuldades, as irregularidades que estão a acontecer, os partidos estão a resolver as suas querelas internas”.
“Há necessidade dos partidos se organizarem para poderem monitorar e fiscalizar o processo, a começar com o recenseamento”, acrescenta.
Contudo, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) reconhece vários obstáculos no processo de recenseamento, como a interrupção de funcionamento de brigadas devido a inundações no sul do País, e a demora no arranque de brigadas devido a insegurança, em Cabo Delgado, mas, por enquanto, não equaciona a prorrogação do processo.



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