HCB avança com medidas de gestão da exploração face aos efeitos da seca severa

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HCB avança com medidas de gestão da exploração face aos efeitos da seca severa

HCB avança com medidas de gestão da exploração face aos efeitos da seca severa

A empresa Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), localizada na província de Tete, centro de Moçambique, anunciou hoje, quinta-feira (19), que está a implementar medidas de gestão da exploração face aos efeitos da contínua seca severa, influenciada pela ocorrência do fenómeno El Niño na África austral.

Numa nota divulgada hoje e a que MZNews teve, a HCB refere que estas medidas estão a ser aplicadas desde Julho, visando garantir um potencial alcance da produção planeada para o presente ano, compensada pela superação das metas do primeiro semestre.

“As medidas, implementadas com base científica e de acordo com os dados técnicos à disposição, visam salvaguardar a segurança hidráulico-operacional da barragem e infra-estruturas conexas, bem como o cumprimento dos compromissos comerciais assumidos e a garantia da disponibilidade de água para a produção nos próximos anos”, refere o documento, salientando que nestas medidas tem presente a sustentabilidade do empreendimento, balanceando a necessidade de preservar o armazenamento de água com a geração hidroelétrica.

Mais adiante, a hidroeléctrica, aponta que no final da primeira quinzena de Setembro a cota da albufeira da HCB estava fixada em 312,87 metros, correspondente a 44,1% da sua capacidade útil. Esta capacidade, segundo a HCB, reflecte uma “situação mais confortável comparativamente às barragens de montante, que se encontram com armazenamentos muito mais baixos, e a implementar um dos mais severos regimes de restrições na produção de energia, facto que afecta negativamente a libertação de água para jusante”.

“Porque a produção energética da HCB é deveras importante e indispensável para a estabilidade energética do país e da região, a empresa continuará a tomar todas as medidas necessárias relevantes e a acompanhar as previsões meteorológicas de longo prazo, a evolução da situação hidro-climatológica da Bacia do Zambeze e as actualizações dos planos de exploração das barragens de montante, de modo a permitir que, em tempo útil, possa proceder ajustamentos operacionais indispensáveis para Cahora Bassa”, conclui.

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