A ministra dos Combatentes, Nyeleti Mondlane, diz ser necessário a introdução de um modelo mais eficaz para erradicar os pensionistas fantasmas que continuam a dilacerar os cofres do Estado.
A governante falava durante a abertura do 16º Conselho Coordenador do Ministério dos Combatentes (MICO) evento de três dias que iniciou ontem, na localidade de Maçaneta, de Maputo.
Citado numa publicação da AIM, Nyeleti Mondlane reconheceu que a conduta dos fabricadores de pensionistas fantasmas descredibiliza o sistema de pagamento de pensões aos combatentes.
Sob o lema: “MICO, firme na Promoção do Bem-Estar dos Combatentes, Paz e Unidade Nacional”, o evento, segundo a governante, deverá avaliar os mecanismos a serem adoptadas para colmatar os falsos pensionistas combatentes, e outros males que assolam o Ministério.
“O XVI Conselho Coordenador deverá propor medidas concretas e exequíveis para eliminar esta prática, em coerência com o compromisso que assumimos com a boa governação e a gestão criteriosa dos recursos públicos”, disse a dirigente.
Sobre o relatório da inspeção-geral, a ministra augura que permite analisar de forma rigorosa as constatações e recomendar medidas correctivas dos desvios das pensões no Ministério.
Ainda segundo a publicação, no evento, os participantes vão avaliar também a proposta sobre a classificação de Locais Históricos como património da Luta de Libertação Nacional, que Nyeleti Mondlane considera um marco sem precedentes na preservação da memória colectiva.
A iniciativa, explicou, contempla a classificação de bases e destacamentos da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) onde se forjaram os alicerces da luta armada; centros educacionais que formaram mentes revolucionárias; postos médicos que trataram feridos de guerra, incluindo locais de massacre, que guardam as lágrimas e o sangue dos mártires da pátria.
Nyeleti Mondlane disse que tais locais constituem um repositório tangível da epopeia libertária, que culminou com a assinatura dos Acordos de Lusaka, a 7 de Setembro de 1974, dia da Vitória, e consequente proclamação da independência, a 25 de Junho de 1975.
Apontou a Base Central-Moçambique, localizada no distrito de Muidumbe, província nortenha de Cabo Delgado, como património nacional, afirmando de seguida que a Base é o berço estratégico das operações militares que alteraram o curso da história.
A Base, segundo a ministra, “cumpre o imperativo moral de honrar os que tombaram pela pátria e garante às gerações futuras o acesso directo às raízes da independência e da soberania, transformando cada local histórico numa verdadeira sala de aula viva da edificação do Estado moçambicano”.


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